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* Cotações com atraso superior a 15 minutos via Bats CHI-X Europe e NASDAQ Basic

Resumo dos mercados - 12 janeiro

12 Jan 2018

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Europa: a sessão foi mista para os principais índices europeus. Itália (+0,64%) e Reino Unido (+0,19%) registaram subidas, enquanto Alemanha (-0,59%), França (-0,29%) e Portugal (-0,24%) apresentaram descidas.

Dia de descida para o STOXX 600 (-0,34%). 14 dos 19 principais setores encerraram o dia no vermelho. Os setores mais pressionados foram Imobiliário (-1,58%) e Telecomunicações (-1,49%).

Temos assistido recentemente a uma valorização do iene japonês, para além da subida do ouro. Representarão estes movimentos um sinal de alerta para os ativos de risco?

Mercado de dívida de governos na Zona Euro: o dia foi de subidas para as yields das obrigações da região, com exceção de Portugal (-0,9 pontos de base para 1,799%) e Espanha (-1,6 pontos de base para 1,517%).

  • Itália emitiu 3 mil milhões de euros em obrigações com maturidade em 15 outubro 2020, a uma yield média de 0,04% e com um rácio bid-to-cover de 1,54x (vs. o rácio de 1,794x na emissão de 13 de novembro 2017). Foram também emitidas obrigações no valor de 3 mil milhões de euros e maturidade em 15 novembro 2024, a uma yield média de 1,35% e um rácio bid-to-cover de 1,40x (face a 1,44x na última emissão de 13 de novembro 2017).

As minutas do Banco Central Europeu da reunião de 13 e 14 de dezembro mostraram acordo pela maior parte do Conselho de Governadores relativamente à necessidade de alterar a comunicação se o ciclo económico continuar a evoluir favoravelmente (e a inflação fornecer sinais adicionais de convergência para a meta definida), pelo que poderá ser considerado uma gradual alteração no forward guidance desde o início de 2018. Contudo, as minutas voltam a referir que as taxas de juro só irão aumentar após o final do programa APP.

  • Mostraram algum conforto quanto aos salários, embora a inflação permaneça uma preocupação, nomeadamente a diferença ente a inflação total e a inflação depois de excluir alimentação e energia;
  • Necessidade de evitar uma mais rápida deterioração das condições financeiras, mantendo uma postura de paciência e persistência na aplicação da política monetária;
  • As minutas fazem referência a uma política monetária que permanece configurada para um contexto de crise, num momento em que a economia continua a dar sinais de recuperação.

Ou seja, parece existir vontade para continuar a ajustar o forward guidance nos próximos meses, com a atenção a concentrar-se já na reunião de 25 de janeiro. Uma evolução favorável das expectativas de inflação constituiria, provavelmente, um importante incentivo, em primeiro lugar para retirar o easing bias e posteriormente para aumentar a visibilidade relativamente ao final do programa APP. A percepção de umas minutas mais hawkish ocorre após os discursos por parte de Benoît Coeuré e Yves Mersch relativamente ao final do programa APP.

Portugal: o PSI20 fechou no vermelho (-0,24%). 11 dos 18 títulos registaram descidas. Os títulos mais pressionados foram Ibersol (-2,1%) e EDP (-1,2%). Jerónimo Martins encerrou com uma queda de -1,1% antes de apresentar o seu trading update para o 4º trimestre de 2017.

Matérias-primas/Moedas: o euro valorizou 0,70% face ao dólar norte-americano após a divulgação das minutas da Reunião da Política Monetária do Banco Central Europeu de dezembro. O primeiro contrato de futuro do Brent terminou o dia praticamente inalterado (+0,09%, -0,19% no momento em que escrevemos). O ouro apresentou uma subida de +0,42% (+0,47% no momento em que escrevemos).

O início de 2018 tem ficado marcado por ganhos no petróleo. Também o minério de ferro tem apresentado uma evolução positiva.

EUA: sessão de ganhos para os 3 principais índices de ações: DJIA +0,81%, S&P500 +0,70% e Nasdaq Composite +0,81%. 8 dos 11 principais setores do S&P500 fecharam a sessão com ganhos, sendo de destacar a Energia (+2,03%). Do lado das perdas, tivemos Imobiliário (-0,67%), Utilities (-0,35%) e Consumo não Discricionário (-0,09%).

  • A yield a 10 anos das obrigações do Tesouro dos EUA terminou a sessão com uma queda de 2 pontos de base para 2,538% (2,553% no momento em que escrevemos).

A S&P reviu em baixa o rating do Brasil de BB para BB-, com perspetivas estáveis (vs. negativas anteriormente), citando um progresso aquém do esperado, e menor suporte por parte da classe política do país, para implementar as medidas necessárias para corrigir a execução orçamental de uma forma sustentável.

James Bullard, presidente do Fed de St. Louis (sem voto no Comité em 2018) referiu que espera que os preços mais elevados da inflação possam ter um impacto na inflação. Reconheceu alguma subida das expectativas da inflação. Para James Bullard, o Comité de Política Monetária da Reserva Federal dos EUA não deve ser responsável por inverter a curva soberana.

  • O grupo dos supermercados Wal-Mart aumenta a remuneração para 11 dólares por hora e melhora os incentivos para os empregados. Os aumentos entrarão em vigor no próximo mês e custarão 300 milhões de dólares, acima dos aumentos salariais já planeados anteriormente. A empresa expande também os subsídios de maternidade e paternidade e acrescenta o subsídio de adoção. O grupo justifica as mudanças com a necessidade de ficar competitivo no contexto de mercado de trabalho apertado e da reforma fiscal. (Bloomberg)

Ásia: sessão mista para os principais índices de ações na região: TOPIX -0,63%, HANG SENG +0,81% no momento em que escrevemos, SHANGHAI COMPOSITE+0,10%, HSCEI +1,33% no momento em que escrevemos, TAIEX +0,68%, KOSPI +0,34% e S&P/ASX200 +0,04%.

Destaques do dia: a leitura de dezembro do índice dos preços no consumo e das vendas a retalho nos EUA representa o destaque do dia no que se refere ao calendário económico.

Teremos também os resultados para o 4º trimestre de 2017 de JP Morgan e Wells Fargo.

  • No calendário das agências de rating encontramos a possibilidade de a Fitch se pronunciar sobre Roménia e Croácia. No calendário da DBRS encontramos Dinamarca, Estómia e Itália (BBBhigh, tendência estável). A Standard & Poor’s poderá rever a sua opinião sobre a Bélgica.

Resultados EUA: JPMorgan (JPM US, 4º trim. 2017, consenso: $1,676), BlackRock (BLK US, 4º trim. 2017, consenso: $5,963), Wells Fargo (WFC US, 4º trim. 2017, consenso: $1,021)

Macro:

09:00 - Itália: Índice da produção industrial (nov., var. homóloga) (consenso: 3,3%, anterior: 3,1%)

09:00 - Itália: Índice da produção industrial (nov., var. mensal) (consenso: 0,6%, anterior: 0,5%)

13:30 - EUA: Índice dos preços no consumo (dez., var. mensal) (consenso: 0,1%, anterior: 0,4%)

13:30 - EUA: Índice dos preços no consumo (dez., var. homóloga) (consenso: 2,1%, anterior: 2,2%)

13:30 - EUA: Índice dos preços no consumo ex. alimentação e energia (dez., var. homóloga) (consenso: 1,7%%, anterior: 1,7%)

13:30 - EUA: Índice dos preços no consumo ex. alimentação e energia (dez., var. mensal) (consenso: 0,2%, anterior: 0,1%)

13:30 - EUA: Vendas a retalho (dez., var. mensal) (consenso: 0,5%, anterior: 0,8%)

13:30 - EUA: Vendas a retalho ex. automóveis e combustíveis (dez.) (consenso:0,4%, anterior: 0,8%)

13:30 - EUA: Vendas a retalho ex. automóveis (dez.) (consenso: 0,4%, anterior: 1%)

13:30 - EUA: Vendas a retalho ex. automóveis, combustíveis, materiais de construção e serviços de alimentação (dez.) (consenso: 0,4%, anterior: 0,8%)

15:00 - EUA: Inventários no setor empresarial (nov., var. mensal) (consenso: 0,3%, anterior: -0,1%)

21:15 - Discurso de Eric Rosengren, presidente do Fed de Boston (sem voto no Comité em 2018)

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